Cristais e vidros de Murano: Processo de fabricação, história e curiosidades


Areia transformada em objetos de desejo. A produção do vidro de Murano, uma ilha na costa veneziana, na Itália, utiliza um método exclusivo de aquecimento, mais lento e controlado, diferente do vidro comum. O resultado é um tipo sofisticado de vidro, de formatos e cores de beleza única e acabamento excepcional.

Mas existe muita história por trás desta tradição, que começa pelo fato de Veneza, originalmente ter sido controlada pelo Império Bizantino. As conexões com o Oriente Médio, trouxeram habilidades adicionais aos fabricantes de vidro, advindas de locais como Síria e Egito, onde essa tradição era mais avançada.

A arte da fabricação de vidro em processos artesanais na Itália é milenar, mas foi a partir do século 13 que o cristal ganhou projeção mundial, tendo como referência, Murano, na costa veneziana. que por ser uma ilha, teve a produção de vidro artesanal da Itália concentrada em seu território, devido a uma questão de segurança, relacionada aos inúmeros incêndios provocados pelas fábricas do continente.

Os fabricantes de do vidro de Murano então desenvolveram suas receitas e métodos secretos, que tinham como base, o aquecimento, mais lento e controlado, diferente do vidro comum. 

O comércio, dominado por Veneza no Mar Mediterrâneo, expandiu o interesse pela arte dos cristais de Murano, porém a ocupação e dissolução do estado Veneziano por Napoleão Bonaparte, em 1797 causou dificuldades. Foi somente a partir da década de 1920, que a  indústria de vidro de Murano teve seu renascimento. 

Curiosidade: Vidros de Murano com rajadas douradas são chamados de aventurine, os multicoloridos de millefiori, os leitosos de lattimo e, os avermelhados, corneliano.